Depois de 12 dias de viagem, chegamos a última etapa da viagem: três dias e meio em Budapeste. Saí de Praga um pouco frustado, por não ter achado a cidade tão incrível como me diziam. Fui para a Hungria sem muitas  expectativas e acabei completamente surpreendido. Budapeste é uma cidade maravilhosa que me encantou já da janela do avião, quando a avistei do alto. Ela possui uma geografia similar à Praga, com um rio dividindo a cidade ao meio e com um castelo no topo de uma colina. Mas é maior, muito mais urbanizada, com cara de cidade mesmo, principalmente o lado da antiga Peste, com ruas e avenidas largas e quarteirões bem definidos. Um estilo bem diferente da cidade anterior. A noite, todas as pontes e monumentos são iluminados e a cidade fica ainda mais encantadora.

Budapeste

 

 



A capital da Hungria, que no idioma magiar é conhecida como Budapest, igual ao inglês, possui aproximadamente 1,8 milhões de habitantes. É a maior cidade do país e está entre as dez maiores da Europa.  Cortada pelo Rio Danúbio, foi fundada em 1873 através da fusão das cidades de Buda e Óbuda, que ficavam na margem direita do rio, com a cidade de Peste, na margem esquerda.

O grande destaque de Buda é o Palácio Real, localizado no alto de uma colina e que também é chamado de Castelo de Budapeste. Já em Peste, os destaques são o famoso Parlamento Húngaro e a riquíssima Basílica de São Estevão. A cidade também é famosa por seus banhos termais. São diversas termas espalhadas pela cidade, com suas águas aquecidas naturalmente através de rochas vulcânicas encontradas sob a cidade, com poderes relaxantes e medicinais

O Parlamento Húngaro

 

A Basílica de São Estevão

 

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A melhor época para visitar a cidade é durante a primavera ou o outono, quando as temperaturas são mais amenas. Durante o verão europeu as temperaturas são mais elevadas e a cidade fica mais cheia de turistas. Visitei a cidade no final de agosto de 2010 e achei uma época boa. Peguei uma temperatura agradável e, com exceção do Parlamento, não encontrei os pontos turísticos muito movimentados.

As atrações em Budapeste não são tão próximas umas das outras como em Praga, já que a cidade é bem maior. Mas isso não é problema, pois o sistema de transporte público na cidade é muito bem servido e integrado, com  metrôs, bondes e ônibus. São três linhas de metrô: M1, M2 e M3, respectivamente, amarela, vermelha e azul; e uma linha em construção, a M4 verde. A linha M1 é a segunda mais antiga da Europa, com estações minúsculas e trens muito apertados. Já os bondes possuem mais de 30 linhas, abrangendo todas as áreas da cidade. Os tickets custam 320 huf para uma viagem simples, aprox. R$ 2,73. O passe de 24 horas custa 1550 huf, em torno de R$ 13,24. Os bilhetes precisam ser validados antes da viagem e com frequência há fiscais verificando a validade dos mesmos. O sistema de transporte ainda conta com um trem funicular, utilizado para subir até a região onde se encontra o castelo de Buda.

Funicular de Buda

 

A Hungria faz parte da União Européia desde 2004, mas ainda não adotou o Euro como moeda. Lá é utilizado o florim húngaro, ou forint (ft ou huf). As moedas são de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 ft, enquanto as notas são de 200, 500, 1000, 2000, 5000, 10000 e 20000 florins. É bom evitar andar com as notas maiores que 5000, pois em alguns locais pode ser muito difícil de troca-las. A conversão da moeda para o real não é tão simples e automática quanto o euro ou o dólar, pois a proporção da moeda é bem diferente. Um celular com calculadora ajuda muito na hora das compras. Um real equivale a 117 florins, seguindo a cotação de hoje (agosto de 2011). Por isso, para chegar a um valor estimado em real, é necessário dividir o preço em florim húngaro por 117. Exemplo: 5000 huf dividido por 117 é igual a R$ 42,73. A maioria das casas de câmbio encontram-se na região central da cidade. É bom trocar uma grande quantidade de uma vez só, pois não é tão fácil de encontra-las como em Praga.

O idioma local é o húngaro, também conhecido como magyar (magiar), que pertence ao ramo úgrico da família de línguas urálicas, com mais de 14 milhões de falantes pelo mundo. Assim como checo, é uma língua impossível de entender. Mas como em toda cidade turística, a cidade possui informações em outros idiomas, como o inglês, principalmente nas atrações mais populares e nos melhores restaurantes. Não são muitos os habitantes locais que falam inglês. Em algumas lojas, a comunicação com os vendedores foi através do “large” ou “small” mesmo.

Ponte das Correntes

 

Ponte da Liberdade

 

 

Curiosidades:
– A cidade de Budapeste possui mais de 10 pontes cruzando o Rio Danúbio. A mais conhecida delas é a Ponte das Correntes, que foi a primeira a ser construída, em 1849.
– Assim como Praga, a cidade também serviu de locação para vários filmes cujas histórias se passam em outras cidades, devido aos baixos custos de produção e mão-de-obra. Alguns destes filmes são: “Evita”, cuja história se passa na verdade em Buenos Aires; e “Munique”, do diretor Steven Spielberg, que teve Budapeste como locação para cenas que, na ficção, se passa em Londres, Paris e Roma.
– O filme brasileiro “Budapeste”, de 2009, baseado na obra escrita por Chico Buarque, também teve muitas de suas cenas rodadas na capital húngara, pois é lá que se passa a maior parte da história. Eu particularmente achei o filme chato, mas as imagens são muito bonitas!

– Recentemente a cidade teve grande exposição pelo mundo através do video clipe da música “Firework”, da cantora americana Katy Perry. Toda a ação do vídeo acontece em Budapeste, com grande destaque para o Castelo de Buda.

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