Na Cidade do Cabo alugamos um carro para fazer os passeios durante os seis dias em que ficamos por lá, pois muitas das atrações são longe do centro da cidade. Há diversas opções de locadoras no aeroporto, A escolhida foi a AVIS, que apesar de ser não ser a mais barata, tem uma boa reputação e um sistema muito prático para pegar e devolver o carro. Como eu falei no post anterior, os guichês das locadoras de veículos ficam fora do terminal, num pátio externo acessado por túneis nas laterais da saída do aeroporto.

A reserva foi feita diretamente pelo site da companhia (www.avis.co.za) e o processo é bem rápido e simples. Não é preciso fazer nenhum pagamento adiantado, apenas inserir o número do cartão de crédito para garantir a reserva. O site mostra a relação de veículos disponíveis e suas respectivas categorias. Há todos os tipos de carro, desde popular manual a carro de luxo. Optamos pela primeira categoria de carros automáticos, que engloba o Honda Jazz (que nós conhecemos como Honda Fit) e similares. No nosso caso foi um Honda Jazz mesmo, muito bom por sinal. Mesmo sendo mais caro optamos pelo câmbio automático pois as vias na África do Sul são na mão inglesa!

 

Atualização – Junho 2015: Nas minhas últimas viagens optei por alugar o carro pelo site RentalCars, que pertence ao mesmo grupo do site de reserva de hotéis Booking.com. A pesquisa pelo RentalCars apresenta no resultado várias locadoras e tipos de veículos com os respectivos valores de locação, deixando bem especificado a questão dos seguros que estão incluídos no orçamento, evitando surpresas na hora da retirada do veículo. O site é todo em português e bem fácil de utilizar, não tive problemas nas minhas locações por ele e por isso atualizei esse post para recomendá-lo aos leitores que desejam alugar um carro na Cidade do Cabo. Clique aqui para pesquisar os preços e fazer a sua reserva.

 

Honda Jazz da AVIS Rent a Car

 

Na hora de pegar o carro é preciso apresentar a reserva e também o passaporte e a carteira de habilitação internacional. A carteira que utilizamos no Brasil diariamente não é aceita, pois não contém informações em inglês. Por isso é necessário fazer no DETRAN a carteira internacional antes de viajar. Sem ela, não é possível alugar o carro. É bom checar se o tanque está cheio e lembrar de devolvê-lo também com o tanque cheio. Quando fomos devolver o nosso carro, era 4h da manhã e não havia ninguém para receber. A única funcionária do turno da madrugada estava dormindo e um segurança do estacionamento nos auxiliou. Entramos na loja da AVIS e a funcionária acordou para receber a chave e disse que estava tudo OK, não verificou se o carro estava com tanque cheio nem se ele estava batido. Mas acho que isso só aconteceu porque era madrugada, pois durante o dia eles possuem funcionários apenas para receber os veículos.

O aluguel custou na média de 420 rands (R$105,00) por dia, mais 90 rands (R$22,50) diários pelo aluguel de um GPS e 200 rands (R$50,00) de taxa de motorista adicional, já que éramos dois dirigindo. O GPS era da marca GARMIN e foi extremamente útil. Praticamente todos os locais que visitamos já estavam cadastrado na seção de “pontos de interesse” do aparelho. Os mapas eram atualizados, mas as vezes ele nos mandava fazer conversão em lugares proibidos. E o idioma configurado era português de Portugal e as vezes se tornava engraçado por utilizar termos que não temos o hábito, como por exemplo, ao invés de mandar entrar numa rotatória, ela dizia “entre na rotunda”.

Uma dica que eu dou para quem alugar carro por lá é sempre andar com umas moedas de 2 ou 5 rands num bolso de fácil acesso. Se algum morador de rua vier pedir esmola ou se o guardador de carros vier pedir o trocado dele, é só pegar a moeda bem rápido, entregar e despachar a pessoa logo, para evitar qualquer possível transtorno. O mais aconselhável é estacionar em locais pagos, mas há casos que em que a única opção é deixar na rua mesmo.

Chegando em Cape Town com uma bela paisagem

 

Como eu falei anteriormente, as vias na África do Sul são na mão inglesa, ou seja, é tudo ao contrário do que estamos acostumados. O motorista fica do lado direito do veículo, a marcha fica do lado esquerdo do motorista e as ruas são no sentido oposto ao que temos aqui. Desde que a fizemos a reserva do carro a ansiedade era grande para o desafio de dirigir na mão inglesa. No começo é muito estranho, pois não temos a dimensão de um carro que se prolonga pro lado esquerdo e temos que nos acostumar a olhar os espelhos de forma diferente. Alugar um carro automático é essencial, pois ter que passar a marcha com a mão esquerda aumentaria a dificuldade em mil vezes. Pelo menos os pedais são iguais aos nossos, acelera com o pé direito e freia com o pé esquerdo.

O primeiro dia foi o mais complicado de todos. Sair do aeroporto e pegar a rodovia foi facil, mas depois que entrei no centro a cidade a coisa ficou complicada. Pelo menos era domingo e as ruas estavam bem desertas, deu pra fazer um aulão intensivo sem muitas buzinas ou faróis alto pedindo passagem. Depois do segundo dia já fui pegando a prática e percebi que dirigir na mão inglesa é muito mais fácil que eu pensava. O desespero do primeiro dia passou e eu dirigi na maior tranquilidade nos dias seguintes.

Uma das partes mais enroladas ao se dirigir na mão inglesa é entrar numa rotatória. E há várias na cidade, especialmente na região do V&A Waterfront, onde fomos logo no primeiro dia. Dá a sensação de que vamos bater nos outros carros. Achei um .gif animado no Wikipedia que mostra como são as rotatórias na mão inglesa.

Outra situação bem complicada é fazer uma conversão em grandes avenidas de mão dupla. Não sei se isso é uma coisa só da África do Sul ou se em todos os locais de mão inglesas é assim. Nas vias de mão dupla os sinais dos lados opostos abrem ao mesmo tempo. Se você precisa fazer uma curva à direita, para entrar numa rua que cruza a avenida em que você está, vai ser obrigado a cruzar o transito no sentido contrário que também está em sinal verde. Se fosse aqui no Brasil seria uma tremenda barbeiragem, mas para eles é totalmente normal. Para mostrar melhor o que estou falando, encontrei um vídeo no YouTube que mostra exatamente como funcionam essas conversões. O vídeo não é meu! É de um brasileiro que esteve na cidade pouco antes da Copa do Mundo. O nome já diz tudo: “Na África do Sul, cuidado com a mão inglesa”.

No fim, dirigir na mão inglesa acabou sendo divertido e mais fácil do que podíamos imaginar. E valeu muito a pena ter alugado o carro, mesmo tendo custado um pouco caro. Não só pelo fato de algumas atrações serem muito distantes do centro da cidade mas principalmente pela liberdade de fazer tudo no seu tempo, sem ter que depender de ônibus ou guias de turismo com hora marcada.Segue um vídeo feito enquanto eu dirigia pela rodovia Chapman’s Peak Drive, na encosta de uma cadeia montanhosa, a caminho do Cabo da Boa Esperança. Fotos e o relato dessa experiência incrível podem ser encontrados no post Cidade do Cabo – Hout Bay, a estrada Champan’s Peak Drive e pinguins em Boulders.

 

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