Depois de cinco dias de passeio em Cape Town, tiramos o sexto e último dia para relaxar e fazer um programa mais tranquilo. Fomos conhecer a cidade de Stellenbosch, famosa região produtora de vinhos da África do Sul, com mais de 400 vinícolas. Visitamos apenas duas: na Stellenzicht fizemos uma degustação de vinhos e na Neethlingsof almoçamos.

A caminho de Stellenbosch

 

Stellenbosch foi fundada pelos holandeses em 1679 e está localizada às margens do Rio Eerste, a 40 minutos do centro da Cidade do Cabo, num caminho de 50 km pela rodovia N2, a mesma que leva ao aeroporto internacional, que está bem no meio do caminho entre as duas cidades. A estrada é boa, com várias vias em cada sentido, bem sinalizada e velocidade máxima entre 100 e 120 em boa parte do trajeto.

Com pouco mais de 100 mil habitantes, a cidade forma, junto com as vizinhas de Paarl e Franschhoek, uma região conhecida como Cape Winelands, ou Vinhedos do Cabo, a maior região produtora de vinhos da África do Sul. Além dos vinhos, Stellenbosch também é conhecida por ter uma importante universidade, a Stellenbosch University.








São mais de 400 vinícolas só em Stellenbosch, dos mais variados tipos e tamanhos, de pequenas e coloniais a grandes e bem desenvolvidas. Antes da viagem escolhi algumas para visitar, com base em indicações de outros blogs de viagem e sites de turismo. Mas acabei optando por outro caminho. Fui numa grande rede de supermercados aqui da minha cidade, comprei um vinho da África do Sul, peguei o nome da vinícola e decidir ir conhecê-la, para saber de onde parte o produto que vem parar aqui no Brasil. O nome do vinho era Hill and Dale, muito bom por sinal, e a vinícola produtora é a Stellenzicht Vineyards, justamente a primeira que decidimos visitar neste dia. Só conseguimos encontra-la graças ao GPS, pois ela é a última vinícola de uma estradinha bem distante das rodovias principais. Nossa intenção era fazer uma degustação de vinhos e também conhecer a produção.

Logo que chegamos, fomos recepcionados por duas funcionárias e descobrimos que não seria possível entrar na fábrica e que a degustação ocorria ali mesmo com elas na recepção. No começo achamos estranho, bem diferente do wine tasting que havíamos feito anteriormente na Groot Constantia, que eu relatei no post “dia 3 – parte 3“. Mas depois acabamos curtindo, foi um programa bem mais descontraído, já que não havia mais ninguém no local e ficamos mais de uma hora conversando e bebendo vinho com elas. A degustação custou apenas 25 rands (aprox. R$6,00) e podíamos escolher 5 tipos de vinho de uma relação dos produtos disponíveis para venda. Conforme o vinho ia sendo servido, uma das funcionárias explicava sobre a uva, o processo de produção e as características da bebida. Ela nos contou que a empresa não costuma receber muitos visitantes para a degustação de vinhos, na média de cinco pessoas por dia apenas, pois os turistas acabam preferindo as vinícolas que estão nas principais rodovias ou que possuem mais estrutura para recebê-los, com restaurantes, lojas e visitas à produção.

A vinícola é uma das mais antigas propriedades produtoras de vinho da região. Foi estabelecida em 1692 e anteriormente já foi chamada de Rustenburg e também Alphen. Só em 1981 ela passou a se chamar Stellenzicht. São mais de 228 hectares de fazenda, com diversos tipos de solo e de uvas. Ela produz três marcas de vinho: Hill and Dale, Golden Triangle e Stellenzicht. Já recebeu dezenas de prêmios e exporta seus vinhos para o mundo inteiro. Aqui no Brasil eu consegui encontrar a primeira marca no supermercado e a segunda no Duty Free do aeroporto de Guarulhos.

Stellenzicht Vineyards
Stellenrust Road, Stellenbosch
Degustação de vinhos: 25 rands (R$6,00)
Horários: segunda à sexta, das 9h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.
Site: www.stellenzicht.co.za e www.hillanddale.co.za









Tínhamos vários endereços anotados no GPS para continuar o passeio, mas decidimos pedir uma indicação de vinícola com um bom restaurante para as funcionárias da Stellenzicht, afinal não há nada melhor do que receber uma boa dica de uma pessoa que mora e conhece bem o lugar. Elas nos deram um guia de vinícolas da região e indicaram uma delas, a Neethlingshof, onde uma das meninas já havia trabalhado antes. Lançamos o endereço no GPS e uns 10 minutos depois chegamos na segunda vinícola.

A Neethlingshof é uma vinícola muito mais bem preparada para receber os turistas. Possui uma área dedicada à degustação de vinhos, onde é possível fazer um tour pelo processo de produção, e também um grande restaurante. Optamos apenas por almoçar e, claro, beber um vinho local durante a refeição. O atendimento é bom e a comida é excelente. Recomendo! O visual que se tem das montanhas e dos vinhedos, a partir dessa vinícola, é muito bonito.A vincíola produz as marcas The Owl Post, The Caracal e Maria. Possui também uma linha premium de vinhos que levam o nome da própria empresa. Como conheci apenas o restaurante, não posso dar muitos detalhes sobre a vinícola. Mas pelo site descobri que é possível fazer uma degustação de 6 tipos de vinho por 30 rands (R$7,50) ou ainda incluir uma visita à produção ao custo total de 40 rands (R$10,00).

Neethlingshof Estate
Polkadraai Road, Vlottenburg, Stellenbosch
Horários: segunda à sexta, das 9h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.
Site: www.neethlingshof.co.za
















Depois do almoço já era quase 15h e achamos que seria mais prudente voltar para a Cidade do Cabo antes do anoitecer, para não pegar muito movimento na rodovia no final da tarde e também para não ter que dirigir sob o efeito do álcool caso depois de fazer outras degustações. Por isso acabamos visitando apenas duas vinícolas. Eu ainda tinha anotado o nome de outras para visitar, como Delheim, Anura e Spier, mas estas ficaram pra uma próxima oportunidade.Uma sugestão para quem gosta de vinhos e quer conhecer bem as vinícolas de Stellenbosch é dormir uma noite na região, evitando ter que dirigir longas distâncias após o consumo de taças de vinho. É mais seguro e mais cômodo. É legal também escolher diferentes tipos de vinícolas, conhecendo não só aquelas preparadas para receber os turistas, mas também aquelas pequenas, mais coloniais e familiares.

E depois desse passeio agradável em Stellenbosch curtimos o último final de tarde na África do Sul, antes de partir de volta para o Brasil na manhã seguinte. E foi só chegar na Cidade do Cabo que encontramos um grande arco-íris, justamente na cidade que tem o apelido de “Rainbow City”, a cidade do arco-íris.




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Veja outras visitas à vinícolas já publicadas no blog…
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