A Recoleta é um dos bairros mais nobres e charmosos de Buenos Aires, um ótimo local para caminhar, onde estão prédios históricos, belas praças e bons cafés e restaurantes. Neste post mostro como foi meu passeio de um dia por esta região, numa caminhada que passou pelas principais pontos turísticos da Recoleta e terminou em Palermo, outro bairro nobre e com muitas atrações para se visitar.

Praça na Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Praça na Recoleta

 

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Meu passeio começou na livraria El Ateneo Grand Splendid, localizada na Av. Santa Fé 1860. Para chegar lá peguei um táxi partindo do meu hotel, próximo ao Obelisco, e paguei cerca de 25 pesos (R$7,20). Esta unidade da livraria El Ateneo é famosa por estar localizada no interior de um antigo e belo teatro. O palco virou um café e a plateia e os camarotes se tornaram locais com prateleiras de livros. É possível entrar com facildiade no local para tirar fotos. Eu entrei lá, peguei o elevador até o segundo piso e tirei umas fotos bacanas do ambiente.

Livraria El Ateneo Grand Splendid - Buenos Aires, Argentina

Livraria El Ateneo Grand Splendid

Livraria El Ateneo Grand Splendid - Buenos Aires, Argentina

El Ateneo Grand Splendid

Livraria El Ateneo Grand Splendid - Buenos Aires, Argentina

El Ateneo Grand Splendid

Livraria El Ateneo Grand Splendid - Buenos Aires, Argentina

Café no palco da livraria

 

Ao sair da livraria, caminhei cinco quadras por cerca de 10 minutos e cheguei ao Cementerio de La Recoleta, o cemitério mais antigo de Buenos Aires e uma das principais atrações turísticas da cidade. Pode até parecer estranho visitar um cemitério, mas este é pequeno e uma caminhada dentro dele é um passeio bem interessante.

Neste cemitério estão os restos mortais da elite portenha. Lá estão enterrados vários ex-presidentes, militares, artistas e personalidades argentinas. Logo na entrada há um mapa indicando a localização dos túmulos, com uma espécie de índice das pessoas que estão enterradas nele. Um dos jazigos mais visitados e fotografados é o da família Duarte, onde foi sepultada Eva Perón, a famosa Evita.

O cemitério fica aberto para visitação todos os dias, das 7:00h às 17:00h. É possível fazer uma visita guiada, gratuita, que circula o cemitério contando a história do local e mostrando alguns de seus principais túmulos. Esta visita tem cerca de uma hora de duração e acontece todo dia às 11:00h em vários idiomas: espanhol (de terça à domingo); inglês (terça e quinta); e português (sexta-feira).

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Entrada do cemitério

Mapa do Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Mapa do cemitério

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Índice dos túmulos

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Cemitério da Recoleta

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Cemitério da Recoleta

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Cemitério da Recoleta

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Visita guiada no cemitério

Túmulo de Evita no Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Túmulo da família Duarte (Evita)

Túmulo de Evita no Cemitério da Recoleta - Buenos Aires, Argentina

Lápide de Eva Perón

 

Junto ao cemitério há uma praça muito agradável, cercada de restaurantes e cafés. Ali também há uma igreja e um centro cultural, além do Buenos Aires Design, um shopping voltado para artigos de casa e decoração. Este shopping também possui boas opções de alimentação e é nele que está a filial argentina do Hard Rock Café. Veja algumas dicas de restaurante no post “Dicas de Restaurantes em Buenos Aires”. 

Cafés na Recoleta - Buenos Aires

Cafés na Recoleta

Praça na Recoleta

Praça na Recoleta

 

Quem caminha pela Recoleta certamente vai encontrar uma cena típica local, um passeador de cães passeando com muitos cachorros ao mesmo tempo.

Passeador de cães na Recoleta

Passeador de cães na Recoleta

 

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Depois de tomar um café do shopping Buenos Aires Design, meu passeio continuou com uma visita ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), um museu inaugurado em 1896 e que abriga a mais importante coleção de arte argentina. São 34 salas de exposição permanente com pinturas, esculturas e outras obras de arte não só da Argentina, mas também de muitos outros países. Lá estão obras de artistas famosos como Monet, Van Gogh, Picasso, entre outros.

O museu tem entrada gratuita e funciona de terça à sexta das 12:30h às 20:30h e aos sábados e domingos, das 9:30h às 20:30h. Nas segundas-feiras o museu não abre.

Museo Nacional de Belas Artes - Buenos Aires, Argentina

Museo Nacional de Belas Artes

Museo Nacional de Belas Artes - Buenos Aires, Argentina

Museo Nacional de Belas Artes

Museo Nacional de Belas Artes - Buenos Aires, Argentina

Escultura no museu

Museo Nacional de Belas Artes - Buenos Aires, Argentina

Museo Nacional de Belas Artes

Museo Nacional de Belas Artes - Buenos Aires, Argentina

Museo Nacional de Belas Artes

Museo Nacional de Belas Artes - Buenos Aires, Argentina

Sala de exposições temporárias

Museo Nacional de Belas Artes - Buenos Aires, Argentina

Detalhes de uma pintura

 

Ao sair do museu, contornei o edifício para ver a Faculdade de Direito, que está localizada atrás dele, na Av. Pres. Figueroa Alcorta, uma avenida larga e bem arborizada que corta os bairros Recoleta e Palermo.

Faculdade de Direito de Buenos Aires

Faculdade de Direito

Av. Pres. Figueroa Alcorta - Buenos Aires

Av. Pres. Figueroa Alcorta

 

Ao lado da faculdade está a Plaza Naciones Unidas e nesta praça encontra-se um dos símbolos de Buenos Aires, a Floralis Generica, uma flor gigante feita de aço e alumínio, com 20 metros de altura e seis pétalas. Ela foi doada para a cidade em 2002 pelo arquiteto Eduardo Catalano e tinha um mecanismo interessante, que deixa a flor aberta durante o dia, e fecha as pétalas quando está escuro. Infelizmente esta engenhoca não funciona mais, pelo menos ela pifou com a flor aberta.

Plaza Naciones Unidas - Buenos Aires, Argentina

Plaza Naciones Unidas

Floralis Generica - Buenos Aires, Argentina

Floralis Generica

Floralis Generica - Buenos Aires, Argentina

Floralis Generica

 

Depois de visitar esta praça, peguei um táxi e percorri cerca de 1 km pela mesma avenida, pagando cerca de 15 pesos (R$4,50). Eu até poderia ter ido caminhando, mas estava um dia muito quente e eu ja estava cansado de tanto andar nos outros dias.

Minha parada foi no Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, o MALBA, um museu de arte moderna com obras de artistas de vários países da América Latina, incluindo os brasileiros Di Cavalcanti, Lygia Clark e Hélio Oiticica. Entre suas obras mais famosas estão o quadro Abaporu, da brasileira Tarsila do Amaral, e um autorretrato da mexicana Frida Kahlo.

Infelizmente dei com a cara na porta, pois era terça-feira e neste dia o museu não abre. Ele funciona de quarta à segunda, das 12:00h às 20:00h e a entrada custa 40 pesos argentinos (R$11,40). Como não consegui entrar, peguei umas fotos internas com amigos que já visitaram este museu.

Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires - MALBA

Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – MALBA

MALBA - Buenos Aires

Escultura no MALBA

MALBA - Buenos Aires

Obras de arte no MALBA

 

Em seguida visitei o shopping Paseo Alcorta, localizado a poucos metros do MALBA. Lá almoçar num restaurante bacana, o Bellini Café e Bistrô, que está no último piso, bem próximo à praça de alimentação. Veja mais informações sobre o shopping no post “Dicas de Compras em Buenos Aires“.

Shopping Paseo Alcorta - Buenos Aires, Argentina

Shopping Paseo Alcorta

Shopping Paseo Alcorta - Buenos Aires, Argentina

Shopping Paseo Alcorta

Bellini Cafe Bistro - Buenos Aires, Argentina

Bellini Cafe Bistro

 

Ao sair do shopping, caminhei cerca de 500 metros para visitar o Jardín Japones, um grande jardim projetado em 1967 pela colônia japonesa da cidade de Buenos Aires, como forma de agradecimento pelo acolhimento recebido. Lá estão mais de 350 espécies de plantas nativas do Japão, além de um lagoa de carpas, pontes, uma casa de chá e um restaurante com arquitetura no estilo japonês.

O jardim é bonito, agradável, mas não tem nada de especial. A entrada para visita-lo custa 24 pesos argentinos (R$6,85) e ele fica aberto para visitação todos os dias, das 10:00h às 18:00h.

Buenos Aires 0325

Entrada do Jardim Japonês

Jardim Japonês - Buenos Aires, Argentina

Jardim Japonês

Jardim Japonês - Buenos Aires, Argentina

Jardim Japonês

Jardim Japonês - Buenos Aires, Argentina

Jardim Japonês

Jardim Japonês - Buenos Aires, Argentina

Jardim Japonês

Jardim Japonês - Buenos Aires, Argentina

Jardim Japonês

Jardim Japonês - Buenos Aires, Argentina

Restaurante do Jardim Japonês

 

Ao sair do jardim, peguei outro táxi e fui até a Plaza Italia, num trajeto curto e barato que também poderia ter sido feito a pé. É nesta praça que está a entrada do Zoo Buenos Aires, também conhecido como zoológico de Palermo. Não visitei o zoo neste dia, pois já tinha ido ele numa viagem anterior à cidade.

O zoológico de Palermo tem mais de 350 espécies de animais, com ursos, leões, tigres, zebras, girafas, elefantes, macacos, rinocerontes, répteis, aves, entre muitos outros bichos. Seu tamanho não é muito grande e o passeio é bem agradável. A entrada custa 75 pesos argentinos (R$21,40)0 e menores de 12 anos não pagam, desde que comprovem a idade. Ele funciona de terça à domingo e feriados, das 10:00h às 18:00h, com a bilheteria aberta até 17:00h.

Nesta viagem acabei visitando outro zoológico, o Zoo Lujan, famoso por permitir o contato com os leões e tigres. O relato dessa experiência pode ser lido no post “Buenos Aires: Leões e Tigres na visita ao Zoo Luján“.

Zoológico de Palermo - Buenos Aires

Zoológico de Palermo

 

Ainda na Plaza Italia há uma outra atração que resolvi conhecer neste dia, o Jardim Botânico, que conta com mais de 5 mil espécies de plantas dos cinco continentes. A entrada é gratuita, mas eu entrei e logo saí, pois não gostei do local, achei mal cuidado, sujo e com pessoas estranhas.

Jardim Botânico - Buenos Aires, Argentina

Jardim Botânico

 

Eu ainda poderia ter visitado o Museu Evita, que fica ali bem próximo na rua Lafinur 2988, mas acabei pegando o metrô na estação da Plaza Italia para voltar ao hotel. Neste dia ainda deu tempo de visitar, no último horário, o Teatro Colón, cujo relato da visita pode ser lido no post “Buenos Aires: A visita guiada ao Teatro Colón“.

 

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