Luján é uma pequena cidade com pouco mais de 60 mil habitantes localizada a 68 quilômetros do centro de Buenos Aires, onde está localizado um dos zoológicos mais famosos e polêmicos da Argentina, o Zoo Luján, que permite o contato físico dos visitantes com grandes animais, como tigres, leões e elefantes. Na minha última viagem a Buenos Aires visitei o zoo pela primeira vez e conto neste post como foi a minha experiência.

Entrada do Zoo Lujan - Buenos Aires

Entrada do Zoo Luján

 

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O Zoo Luján está localizado às margens da rodovia Acesso Oeste, a cerca de uma hora do centro de Buenos Aires. Ele funciona todos os dias do ano, a partir das 9:00h, e os ingressos custam 300 pesos argentinos (aprox. R$100,00) por pessoa, seja criança acima de 2 anos ou adulto. (valor em setembro de 2014 e sujeito a alterações). Em setembro de 2013, quando visitei o zoo, o preço do ingresso era de 150 pesos, ou seja, em apenas um ano o valor dobrou!

Há várias formas de fazer a visita ao zoológico. É possível ir por conta própria de ônibus ou taxi, comprar o pacote de alguma agência de turismo local ou ainda contratar o serviço de algum guia/transfer particular.

Optei por ir até o zoo com um guia particular, o Alejando, o mesmo que fez o meu transfer do aeroporto de Ezeiza e sobre o qual eu indiquei no post “Dica de guia privado que fala português em Buenos Aires“. O passeio custou 230 reais e teve duração aproximada de 5 horas. Este valor é por um veículo que cabe até quatro pessoas. A entrada do zoo não está incluída neste valor e deve ser paga à parte. Além de fazer o transfer ida e volta, o guia nos acompanha durante a visita ao zoo e fica na fila das jaulas no nosso lugar, o que permite caminhar pelo zoo para conhecer outras coisas enquanto não chega a nossa vez.

Quem opta ir por conta própria, a opção mais econômica é pegando o ônibus da empresa Atlântida, linha 57. A leitora Kátia visitou o zoológico de ônibus e deixou um comentário em outro post aqui do blog contando como fez: “Sobre o Zoo de Luján, fomos de metrô a Plaza de Miserere e pegamos o ônibus da linha 57, Atlântida. Compramos o cartão Sube que vale tanto para o ônibus como o metrô. (15,00 pesos do cartão+passagens / 2,50 metrô e 16,50 ônibus para Luján). O trajeto foi tranquilo e demorou aproximadamente 01:15hs. Não pode esquecer de avisar o motorista. Para voltar é só esperar na esquina do Zoo”. Este mesmo ônibus também passa pela Plaza Italia, em frente ao zoológico de Palermo.

Zoo Luján - Buenos Aires

Zoo Luján

 

Minha visita ao zoológico ocorreu numa segunda-feira de manhã, um dia bem calmo onde a maioria dos visitantes eram turistas brasileiros. Dizem que nos finais de semana o local fica muito cheio, por isso vale a pena visita-lo durante a semana, caso você tenha disponibilidade. Saí do hotel bem cedo, por volta das 8:00h, e cheguei lá assim que o zoo abriu.

O Zoo Luján é um local bem rústico, com estrutura simples, que mais parece uma grande fazenda. O terreno é na maior parte de chão batido, levanta poeira se estiver muito quente e vira um lamaçal caso esteja chovendo. No local há uma pequena lanchonete, banheiros e espaço para acampar. A maioria dos animais vivem soltos, exceto os tigres, leões e ursos, devidamente enjaulados.

Tigre no Zoo Lujan - Buenos Aires

Tigre

Buenos Aires 0523

Leão

Ursos brigando

Ursos brigando

 

Quando chegamos no zoo já havia uma pequena fila em algumas jaulas e fomos direto para uma jaula que ainda estava sendo preparada e não havia fila, a jaula do tigre branco.

Jaula

Jaula do tigre branco

 

A expectativa e a ansiedade de entrar na jaula de um grande felino acabou deixando o medo um pouco de lado. Só depois de retornar para casa, rever as fotos e a reação das outras pessoas é que me dei conta do quão perigoso essa brincadeira poderia ter sido.

Para entrar na jaula há dois portões, formando uma espécie de gaiola, por questões de segurança, para evitar que o bicho fuja caso alguém deixe a grade aberta. Todas as entradas são sempre acompanhadas de treinadores do zoológico, que cuidam dos bichos, nos passam instruções e até nos ajudam a tirar fotos. Ao sair da jaula sempre há um líquido com detergente para lavar as mãos e uma caixinha para deixar gorjetas para os treinadores.

Um aviso importante para pais e mães: crianças abaixo de 16 anos não podem entrar nas jaulas!

Entrando na jaula

Entrando na jaula

 

Não é permitido abraçar os bichos, apertar, nem passar a mão na cabeça. Há sempre uma posição padrão, atrás do animal, e só é permitido passar a mão no seu dorso. E a passada tem que ser de mão cheia, como se estivesse fazendo carinho no bicho. O tigre branco estava tão concentrado num pedaço de carne que talvez nem tenha notado minha presença.

Tigre no Zoo Lujan - Buenos Aires

Tigre devorando um pedaço de carne

Tigre branco

Tigre branco

 

Depois foi a vez de conhecer outro felino dentro da mesma jaula. O treinador me deu uma garrafinha e mandou eu estender a mão, pois o bicho ia beber o leite na minha mão. Nessa hora fiquei um pouco tenso, afinal eu ia praticamente enfiar minha mão na boca dele, mas foi tranquilo e até engraçado. A língua é enorme e muito áspera, parece uma grande lixa raspando na mão.

Leite para o leão

Leite para o leão

 

Enquanto tudo isso acontecia, havia um outro tigre dentro da mesma jaula só observando tudo de longe.

Tigre no Zoo Lujan - Buenos Aires

Tigre na jaula

 

Depois foi a vez de entrar na jaula de outros tigres e o esquema foi o mesmo: uma foto atrás do bicho e depois outra foto dando leite na mão. Nessa jaula haviam outros dois tigres deitados, só observando tudo.

Na jaula do tigre

Na jaula do tigre

Leite para o tigre

Leite para o tigre

Tigres descansando na jaula

Tigres descansando na jaula

 

A esta altura a fila das jaulas já estavam cada vez maiores. Nosso guia foi para a fila da jaula dos leões no nosso lugar e, enquanto não chegava nossa vez, aproveitamos para circular pelo zoo e conhecer os outros animais.

Fila para a jaula

Fila para a jaula

 

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Na entrada do Zoo Luján é possível comprar saquinhos de ração por um valor muito baixo, cerca de 20 ou 30 pesos por saquinho, não me recordo o valor exato. Essa ração é para distribuir apenas aos bichos que vivem soltos, como cabras, lhamas, pôneis, galinhas, gansos, patos, entre outros.

Cabras

Cabras

Leão marinho

Leão marinho

Lhama no Zoo Lujan - Buenos Aires

Lhama interagindo com os visitantes

Distribuindo ração

Distribuindo ração

 

Depois chegou a vez de entrar na jaula dos leões. Pelo que nos disseram, os três leões eram da mesma família, avô, pai e filho. O avô estava parado e parecia um grande bicho de pelúcia, nem deu muita bola e só esboçou alguma reação quando tive que dar leite para ele.

Na jaula dos loeões

Na jaula dos loeões

Leite para o leão

Leite para o leão

 

O leão neto estava deitado em cima de uma mesa e também não deu muita importância. Nos falaram que ele tem síndrome de down, até achei estranho, pois não sabia que bichos também poderiam ter esse distúrbio genético.

Leão neto

Leão neto

Leão observando

Leão neto observando

 

A última jaula visitada foi a dos filhotes de leões, que mais parecem gatos um pouco maiores que o comum. Eles estavam distraídos comendo carne e por isso também foi bem tranquilo.

Eu já tinha visitado uma jaula de filhotes de leão na África do Sul, quando visitei o Lion Park, em Joanesburgo, onde também alimentei girafas, uma experiência bem divertida. O relato da visita a este parque pode ser lido no post “Joanesburgo – Lion Park: na jaula com leões e alimentando uma girafa“.

Filhote de leão no Zoo Lujan - Buenos Aires

Filhote de leão

 

A grande pergunta que se faz ao visitar o Zoo Luján ou ver estas fotos é: como isto é possível? É aí que entra a questão polêmica do zoológico, pois ninguém sabe ao certo qual é a verdadeira versão.

Muita gente diz que os animais são dopados com drogas ou tranquilizantes, que os leitinhos são batizados e que nas comidas há remédios, por isso os bichos ficam tão calmos e sem reação. No zoológico a versão que eles nos contam é que esses felinos cresceram sempre com a presença do homem e de cachorros e que eles não nos veem como uma ameaça. Dentro das jaulas há sempre a presença de um cachorro junto com os tigres e leões e que este cachorro, digamos, impõem respeito, fazendo com que os bichões fiquem mansos.

É tudo meio confuso e não cabe a mim julgar qual versão é verdadeira. Cada pessoa acredita naquela que preferir, sempre respeitando a opinião um do outro. Sei que este assunto é polêmico, por isso não vou entrar afundo nessa questão. Estou aqui apenas para mostrar que o Zoo Luján é uma das atrações turísticas de Buenos Aires. Vou aceitar os comentários negativos a respeito do zoológico, mas me reservo no direito de apagar qualquer tipo de ofensa ou baixaria que possa vir a surgir.

Jaula no Zoo Lujan - Buenos Aires

Os treinadores e o cachorro na jaula do tigre

 

Todos os dias, a partir das 11:00h, de hora em hora, acontece uma pequena visita guiada que passa por uma área mais reservada do zoológico, com entrada restrita. Essa visita tem início ao lado da jaula dos ursos. A funcionária do zoo, abre o portão e quem está ali entra com ela. Ela percorre uma área do zoo e nos mostra vários animais, contando um pouco da história do local. Ela fala tão rápido que mal dá espaço para perguntas, talvez já prevendo que alguém vá entrar na questão polêmica do zoológico. Essa visita guiada finalizada na jaula do urso, de onde é possível vê-lo apenas a uma certa distância, já que é um bicho um pouco violento e nervoso.

Zoo Lujan

Zoo Luján

Animais no Zoo Lujan

Animais no Zoo Luján

Ovelhas

Ovelhas

Pavão no Zoo Lujan - Buenos Aires

Pavão

Carneiros

Carneiros

Veados no Zoo Lujan - Buenos Aires

Cervos

Emas no Zoo Lujan - Buenos Aires

Emas

Pavão branco no Zoo Lujan - Buenos Aires

Pavão branco

Mico

Macaco

Urso no Zoo Lujan - Buenos Aires

Urso

 

Depois da visita guiada fui até os elefantes. São dois grandes animais com quase 20 anos de idade, trazidos de avião de um zoológico na Indonésia, em 1999. É possível alimenta-los com uma ração fornecida pelo tratador, composta basicamente de maçãs podres e outras frutas.

É tudo muito rápido, a pessoa fica de costas para o elefante, levanta os braços e o bicho pega o alimento de sua mão com a tromba, enquanto o treinador bate a foto. Depois os bichos também fazem poses para bater foto enquanto você encosta neles.

Elefantes no Zoo Lujan - Buenos Aires

Os elefantes

Elefante fazendo pose

Elefante fazendo pose

 

No zoo é possível andar de dromedários, mas eu pulei esta parte porque não me interessei.

Dromedário no Zoo Lujan - Buenos Aires

Dromedário

 

No local também há uma área restrita, onde é possível bater foto com araras, cobras e iguanas. Os treinadores colocam a arara nos ombros da pessoa enquanto batem foto. Já as cobras e as iguanas estão numa sala isolada, com entrada controlada e as fotos funcionam no mesmo esquema, a pessoa senta num banco, eles colocam o bicho na sua mão ou ombro e batem uma foto. As fotos com estes bichos são feitas por profissionais do zoológico e cobradas à parte, não sendo permitido bater fotos com nossas máquinas pessoais. Cheguei a bater foto com as araras e iguanas, mas como não comprei as fotos, não sei quando elas custam.

Araras no Zoo Lujan - Buenos Aires

Araras

 

No terreno do Zoo Luján é possível encontrar ainda um grande museu de veículos antigos, de várias épocas e dos mais variados modelos.

Veículos antigos no Zoo Lujan - Buenos Aires

Veículos antigos

Tanque

Tanque

 

A visita ao Zoo Luján é um programa diferente e interessante, mas que pode ser bem demorado, devido à distância, cansativo, por causa das andanças e da exposição constante ao sol, e que exige uma certa dose de coragem para entrar nas jaulas e encarar os bichos cara a cara.

Quem prefere um zoológico mais convencional, econômico e prático, pode optar pelo Zoo de Palermo, localizado junto à Plaza Italia, a poucos minutos do centro de Buenos Aires e que pode ser acessado rapidamente de metrô. Apesar de pequeno, é um zoológico com uma boa variedade de animais e bem estruturado, um bom programa para quem não quer gastar muito e que pode ser facilmente encaixado num roteiro de poucos dias na cidade.

 

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