A Aerolineas Argentinas é a principal companhia aérea da Argentina e uma das maiores da América do Sul. Voa para mais de 30 cidade no seu país e quase 20 destinos internacionais, incluindo muitos no Brasil. Para os brasileiros que querem visitar Buenos Aires ou alguma outra cidade da Argentina, a empresa é uma das melhores alternativas, pois possui muitas opções de voos para os dois aeroportos da capital portenha. Viajei com a Aerolíneas para Mendoza, com conexão em Buenos Aires, e mostro neste post como foram os voos.

Boeing 737-700 da Aerolineas no Aeroporto de Porto Alegre

Boeing 737-700 da Aerolineas no Aeroporto de Porto Alegre

 

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Várias cidades brasileiras possuem voos diretos da Aerolíneas Argentinas para Buenos Aires: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Além destas, Florianópolis e Salvador também recebem voos durante a alta temporada. A maioria dos voos da empresa são para o Aeroparque, o aeroporto mais próximo do centro de Buenos Aires, mas também há alguns voos cujo destino é o aeroporto de Ezeiza, mais afastado do centro. Mais informações sobre estes dois aeroportos podem ser encontradas nos posts:
O Aeroporto de Buenos Aires Aeroparque: chegada, partida e conexão
O Aeroporto de Buenos Aires Ezeiza, Duty Free e Transfer para o Hotel

 

A Aerolíneas atende mais de 30 cidades na Argentina e é a melhor opção para chegar a destinos como Bariloche, El Calafate, Ushuaia, Salta, Córdoba, entre outros. Meu destino nesta viagem foi a cidade de Mendoza, localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, bem próxima da fronteira com o Chile.

A passagem custou mil e poucos reais, pois decidi meio em cima da data e para piorar era feriadão de carnaval, quando as passagens geralmente custam mais. Comprei os bilhetes pela site aerolineas.com.ar, que permite parcelar a compra em até 6 vezes sem juros no cartão. Apesar de eu morar em Floripa e de ter voos diretos daqui para Buenos Aires nesta época, minha partida foi de Porto Alegre, pois os voos partindo daqui estavam extremamente caros.

Ao todo foram quatro voos na viagem, três pela Aerolíneas e um pela Austral, uma empresa que faz parte do grupo Aerolíneas. É como se as duas fossem a mesma companhia, mas há umas pequenas diferenças, principalmente em relação à aeronave utilizada por cada uma.

 

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Porto Alegre – Buenos Aires

O check-in no Aeroporto de Porto Alegre foi tranquilo, ele abriu três horas antes do voo e eu já estava lá esperando, por isso fui um dos primeiros a ser atendido e não peguei filas.

Check-in da Aerolineas Argentinas no aeroporto de Porto Alegre

Check-in da Aerolineas Argentinas no aeroporto de Porto Alegre

 

A aeronave deste voo era um Boeing 737-700, que tem capacidade para 120 passageiros na classe turista e mais oito na classe club economy. Para alguns destinos brasileiros o avião utilizado é o Boeing 737-800 ou então o Embraer E190 da Austral.

Boeing 737-700 da Aerolineas Argentinas

Embarcando no Boeing 737-700 em Porto Alegre

 

Este 737 não aparentava ser muito novo. Todas as poltronas são de couro e confortáveis, mas muitas já estão bem surradas. Quando o embarque tinha sido finalizado, um comissário me trouxe um novo bilhete e pediu para que eu mudasse de poltrona, pois justamente aquela em que eu estava sentado estava quebrada (ela reclinava sozinha, sem apertar o botão). Eu nem tinha percebido, mas prontamente troquei de lugar. Achei uma atitude bacana por parte da empresa, antes mesmo de eu perceber o problema eles já me deram a solução.

Boeing 737-700 da Aerolineas Argentinas

Interior do Boeing 737-700

 

O serviço de bordo foi entregue numa caixinha, acompanhado de refrigerantes, água ou café. As caixinhas eram diferentes e cada uma trazia a foto de um destino turístico da Argentina estampada do lado de fora e informações sobre o local na parte interna da caixa.

Lanche de bordo da Aerolineas Argentinas

Caixinha do lanche com imagem de El Calafate

 

O lanche era um salgadinho com ervas (tipo aquele “Bon gouter”) e dois biscoitos, um recheado sabor limão e outro recheado sabor chocolate.

Lanche de bordo da Aerolineas Argentinas

Lanche de bordo

 

O tempo de voo até o Aeroparque Buenos Aires foi de apenas 1:35h, bem rápido, já que Porto Alegre é a capital brasileira mais próxima de Buenos Aires. A única opção de entretenimento neste voo era a revista de bordo da Aerolineas, onde encontrei uma página que indicava o tempo de voo de Buenos Aires para outras cidades do Brasil:

Buenos Aires – Florianópolis: 2h00
Buenos Aires – Curitiba: 2h15
Buenos Aires – São Paulo: 2h45
Buenos Aires – Rio de Janeiro: 3h00
Buenos Aires – Belo Horizonte: 3h10
Buenos Aires – Brasília: 3h30

Voando para a Argentina

Voando para a Argentina

 

Na descida para o pouso no Aeroparque o avião sobrevoou a região da cidade de Tigre, local que ainda não conheço, mas que todos dizem ser uma ótima opção de passeios para quem visita Buenos Aires.

Vista aérea de Tigre - Buenos Aires

Chegando em Buenos Aires pela região da cidade de Tigre

Desembarque no Aeroparque - Buenos Aires

Desembarque do voo internacional em Buenos Aires

 

Buenos Aires – Mendoza

O meu bilhete até Mendoza já tinha sido emitido em Porto Alegre, porém a mala só foi etiquetada até Buenos Aires, pois durante a conexão no Aeroparque é necessário pegar as malas na esteira para fazer o procedimento de alfândega. Depois tive ir até o balcão da Aerolíneas especial para conexão (lá pelo balcão nº 10) para devolver a bagagem à companhia e etiqueta-la até Mendoza.

Check-in da Aerolineas Argentinas no Aeroparque - Buenos Aires

Check-in da Aerolineas Argentinas

 

O segundo voo teve 15 minutos de atraso e foi o único atraso durante toda a viagem. Eu até já fui preparado para longos atrasos e muita incomodação, pois já li e ouvi alguns episódios lamentáveis da Aerolíneas em relação a atrasos, voos pedidos ou cancelados (nada que não aconteça com as nossas aqui também). Neste sentido não me decepcionei, pois nada de errado aconteceu.

Este voo para Mendoza foi operado pela Austral num Embraer E190 avião fabricado no Brasil. Foi a primeira vez que voei num Embraer e fiquei bem impressionado com o conforto. Não sei se todos são assim, mas este da Austral era ótimo, bem espaçoso e com assento confortável. Dos meus quatro voos da viagem, este foi, sem dúvida, o melhor deles.

Embraer E190 da Austral Lineas Aereas

Embraer E190 da Austral

 

Todas as poltronas deste avião da Austral são equipadas com sistema de entretenimento, onde é possível assistir alguns filmes, seriados, documentários e ouvir alguns álbums musicais. O sistema me pareceu ser novo, pois alguns menus ainda não abrem e não há legendas em português em nenhum programa. Talvez eles ainda estejam aprimorando.

Sistema de entretenimento a bordo do Embraer 190 da Aerolineas e Austral

Sistema de entretenimento a bordo do Embraer 190

 

O lanche de bordo foi exatamente igual ao primeiro voo, com os mesmos biscoitos de limão e chocolate. Pelo menos consegui ver outras duas caixinhas, de Jujuy e Mendoza, justamente a cidade para a qual eu estava indo.

Caixinhas de Jujuy e Mendoza

Caixinhas de Jujuy e Mendoza

 

O voo para Mendoza teve 1:30h de duração e foi bem tranquilo. Sentei junto à janela e pude curtir esse belo visual do anoitecer no céu da Argentina.

Voando para Mendoza

Voando para Mendoza

 

Mendoza – Buenos Aires

A volta para o Brasil começou meio tumultuada, pois a fila do check-in da Aerolíneas no aeroporto de Mendoza estava enorme já que haviam três voos da empresa em horários próximos. Depois também peguei fila para acessar o portão de embarque, mas apesar de tudo isso o voo saiu no horário previsto, sem atrasos.

Check-in da Aerolineas no aeroporto de Mendoza

Check-in da Aerolineas no aeroporto de Mendoza

 

Este voo foi operado por um Boeing 737-700 bem velho e sujo, cheio de chicletes grudados na poltrona. Foi o pior dos quatro voos.

Boeing 737-700 da Aerolineas Argentinas no aeroporto de Mendoza

Boeing 737-700 no aeroporto de Mendoza

Decolando no aeroporto de Mendoza

Decolando no aeroporto de Mendoza

 

Assim como no primeiro voo, este avião não tinha telas individuais, apenas revista, e o serviço de bordo foi igual aos anteriores, com salgadinho, biscoito, refri e café. Na chegada a Buenos Aires foi possível ver do avião todo o centro da cidade e a região de Puerto Madero.

Vista aérea de Puerto Madero - Buenos Aires

Sobrevoando Puerto Madero

 

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Buenos Aires – Porto Alegre

Na conexão de volta, no Aeroparque, não foi preciso pegar a mala para redespacha-la. Ela já foi etiquetada de Mendoza direto a Porto Alegre. Bastou sair para o saguão do aeroporto e ir até o setor de embarque internacional, para fazer os procedimentos de saída e passar pelo duty free.

O último voo também foi num Boeing 737-700 da Aerolíneas, mas pelo menos este estava bem limpo e com poltronas em bom estado. E ao contrário de todos os voos anteriores, neste o serviço de bordo foi diferente. Um sanduíche frio de queijo e presunto, acompanhado de uma barrinha de cereal.

Lanche do voo Aeroparque - Porto Alegre

Lanche do voo Aeroparque – Porto Alegre

Voando

Voltando para o Brasil

 

No geral acho até que a Aerolíneas me surpreendeu, pois fui esperando alguns problemas e nada de errado aconteceu, apenas um atraso de 15 minutos totalmente aceitável. Gostei do fato de a companhia me trocar de lugar por causa da poltrona quebrada antes mesmo de eu perceber o problema. E não gostei do avião sujo com poltronas rasgadas e chicletes grudados num dos voos. Também não gostei que a companhia não permite o uso de celular em modo avião durante o voo de cruzeiro. O aparelhos devem permanecer desligados (mesmo em modo avião) do início ao fim do voo. Mas fora isso, sem mais reclamações a fazer. Voltaria a voar com a Aerolíneas tranquilamente.

 

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