Chichén Itzá era considerada a capital da civilização maia e hoje em dia tornou-se o segundo sítio arqueológico mais visitado do México. Suas ruínas reúnem construções surpreendentes, entre elas a famosa Pirâmide de Kukulcán, escolhida como uma das sete maravilhas do mundo moderno. A visita à cidade é um passeio muito procurando por quem viaja para Cancun e exige praticamente um dia inteiro, devido à longa distância percorrida. Veja neste post um relato da minha visita, com dicas para conhecer este local surpreendente.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Pirâmide de Chichén Itzá – O Templo de Kukulcán

 

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O sítio arqueológico de Chichén Itzá está localizado no estado mexicano de Yucatan, a cerca de 200 km de Cancun. Fiz este passeio por conta própria e para chegar lá utilizei um carro alugado. A viagem de carro é bem longa, dura cerca de duas horas e meia, e há duas estradas possíveis, a Carretera 180 ou a Carretera 180D, duas rodovias paralelas que percorrem praticamente o mesmo caminho, mas que possuem algumas diferenças. A 180 é a estrada mais antiga, uma via de mão dupla, sem pedágios, que passa por algumas pequenas cidades ao longo do caminho. Já a 180D é uma estrada mais nova, uma via expressa com duas faixas em cada sentido e alguns pedágios ao longo do caminho.

Dirigir na rodovia 180D entre Cancun e Chichén Itzá é uma verdadeira aventura. O fato de ter alguns pedágios acaba deixando-a mais deserta. Além disso, a estrada é quase uma reta gigante e plana, praticamente não há curvas ou desníveis, o que acaba sendo meio entediante. É fundamental sair de Cancun com o tanque cheio, pois há um trecho com quase 100 km sem absolutamente nenhum posto de combustível ou qualquer outro tipo de estabelecimento. O primeiro pedágio custou 262 pesos mexicanos (aprox. R$55,00) e o segundo 24 pesos (R$5,00). Retornei por esta mesma estrada e tive que pagar os pedágios novamente na volta.

Para quem está em Playa del Carmen, a distância e o tempo de viagem para chegar a Chichén Itzá é praticamente igual a Cancun. Até pouco tempo atrás era muito complicado ir de Playa ao sítio arqueológico, mas no final de 2014 foi inaugurada uma nova rodovia, a Carretera Playa del Carmen – Tikal, que encurtou muito a distância, ligando o município diretamente às estradas 108 e 108D. O acesso a esta nova rodovia se dá pela Calle 72 Norte e no trecho inicial ela tem o nome de Av. Luis Donaldo Colosio.

Se você está pensando em alugar um carro na região de Cancun, não deixe de ler as dicas do post “Como é alugar um carro em Cancun e Playa del Carmen“.

Carretera 108D, estrada para Chichén Itza - México

Rodovia 108D – caminho de Cancun a Chichén Itzá

 

Outra forma de visitar Chichén Itzá é através de empresas de turismo que oferecem este o partindo de Cancun ou de Playa del Carmen. Há muitas opções de agências que oferecem diferentes tipos de pacotes, do econômico ao mais sofisticado, podendo incluir a visita a outras atrações pelo caminho, entre elas o Cenote Ik-Kil. Como eu não utilizei agências, não tenho nenhuma para indicar, mas se você já fez este passeio com alguma empresa pode deixar um comentário no final deste post com a sua indicação.

Este tipo de serviço tem suas vantagens e desvantagens. A grande vantagem é que você não precisa se preocupar em dirigir e pode até dormir dentro do ônibus. Além disso, será acompanhado por um guia e terá muitas explicações sobre o sítio arqueológico. Algumas agências oferecem lanche e também sombrinhas para se proteger do sol e do calor durante o passeio. Entre as desvantagens, cito principalmente a falta de liberdade, a necessidade de estar sempre em grupo e depender de outras pessoas para tudo.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Entrada da zona arqueológica

 

A visitação à zona arqueológica de Chichén Itzá acontece todos os dias, das 8h00 às 17h00, com último acesso às 16h00. Em algumas datas específicas o local também abre à noite para um evento chamado “Noites de Kukulkan”.

O ingresso na data da minha visita, abril de 2015, estava custando 220 pesos mexicanos (aprox. R$46,00) por pessoa. É possível contratar guias oficiais do parque ao custo de 650 pesos se for no idioma espanhol ou 750 pesos se for um guia em português ou inglês. Eu fui por conta própria e me guiei pelo mapinha gratuito disponível na bilheteria, que inclui algumas informações sobre as principais ruínas da cidade histórica.

Logo na entrada, junto à bilheteria, há um centro de atendimento bem estruturado, com restaurante, lanchonetes, banheiro, casa de câmbio e lojinhas. Dentro do sítio não há venda de bebidas ou alimentos, apenas artesanato.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Centro de atendimento na entrada do sítio arqueológico

 

Como fomos por conta própria, saímos bem cedo do hotel, por volta das 7h00, para não pegar tanto movimento em Chichén Itzá e também para não retornar muito tarde para Cancun. Chegamos no sítio arqueológico por volta das 9h30 e encontramos o local relativamente vazio. Os vendedores de artesanato ainda estavam chegando e montando suas barracas. As grandes excursões só começaram a chegar cerca de uma hora depois.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Chichén Itzá

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Ruínas de Chichén Itzá

 

Valeu a pena madrugar para fazer este passeio, pois como chegamos bem cedo, o local estava vazio e consegui tirar muitas fotos da pirâmide e de outras construções sem ninguém por perto.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Sem ninguém por perto

 

Segui o roteiro proposto pelo mapinha do sítio arqueológico e a primeira parada foi na famosa pirâmide, chamada de “O Templo de Kukulcan” (El Templo de Kukulkán) e conhecida também por “O Castelo” (El Castillo).

A pirâmide tem 91 degraus em cada um de seus quatro lados, que, somados ao último degrau no seu topo, totalizam 365 degraus, o que corresponde ao número de dias do ano no calendário maia. A altura total é de 30 metros, sendo 24 metros até o fim da escadaria e mais 6 metros do templo que encontra-se na sua parte superior. Um dos seus lados foi restaurado para representar como era sua aparência original. Pela imagem abaixo é possível perceber bem a diferença e o quanto ela já se desgastou ao longo do tempo.

Antigamente era permitido subir nesta pirâmide, o que acabou ajudando a danificá-la ainda mais, mas hoje em dia não é possível nem encostar nela. Todas as construções do sítio arqueológico estão protegidas por cordas para evitar o contato dos visitantes.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Pirâmide de Chichén Itzá – O Templo de Kukulcán

 

A segunda atração visitada em Chichén Itzá foi o Cenote Sagrado, uma gruta natural abaixo do nível do solo, que antigamente fornecia água à cidade e também era utilizada para rituais de sacrifício humano, onde pessoas vivas eram jogadas como forma de ofertas religiosas aos deuses da civilização. Não é possível entrar neste cenote, apenas vê-lo à distância.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Cenote Sagrado

 

O caminho para o cenote é repleto de vendedores de artesanato, mas também é possível encontrá-los em vários outros locais do parque. Eles vendem principalmente objetos de decoração esculpidos em madeira, roupas e acessórios. Se você pretende comprar algo, tente barganhar o máximo para que o vendedor baixe o preço. Fiz isso e deu certo, paguei quase metade do valor original por um objeto.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Comércio de artesanato em Chichén Itzá

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Comércio de artesanato em Chichén Itzá

 

Depois de ver o cenote, voltei à parte central do sítio arqueológico e passei pelo “Templo dos Guerreiros”, que fica bem próximo à pirâmide, e também pela “Praça das Mil Colunas”, uma área ao lado do tempo.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Templo dos Guerreiros

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Praça das mil colunas

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Praça das mil colunas

 

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A zona arqueológica de Chichén Itzá é muito quente, por isso é essencial passar muito protetor solar e levar garrafinhas de água para hidratação. Os circuitos dentro da cidade são todos de chão batido e há algumas áreas com bancos para sentar na sombra das árvores.

O local foi declarado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1988 e é considerado o segundo sítio arqueológico mais visitado do México, perdendo apenas para as ruínas de Teotihuacán, localizadas a cerca de 80 km da Cidade do México, a capital do país.

O dia em que Chichén Itzá recebe mais visitantes é nos equinócios da primavera e do outono, dia 21 de março e 21 de setembro, respectivamente. Nestas datas, acontece um fenômeno onde a sombra da luz do sol feita pelos degraus da pirâmide de Kukulkan projeta a imagem de uma serpente na própria pirâmide.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Pirâmide de Chichén Itzá – O Templo de Kukulcán

 

Há uma outra pirâmide por lá, mas que já está bem deteriorada e que é muito menor que a pirâmide principal. Ela fica na entrada de um setor do sítio que eu acabei não visitando.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Ruína de Chichén Itzá

 

É bem comum encontrar várias iguanas durante o passeio. Elas estão em casa e não se intimidam com a presença dos turistas. Não é preciso ter medo, pois elas não atacam, a não ser que você provoque ou tente tocá-las.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Iguana na zona arqueológica

 

Antes de ir embora, o último local que visitei em Chichén Itzá foi o campo do “Jogo de Pelotas”, onde acontecia uma disputa muito tradicional dos maias e que funcionava como uma espécie de ritual. Na quadra, dois grandes paredões possuem cada um um arco de pedra, por onde os jogadores tinham que fazer passar a bola. O curioso é que eles só podiam lançar a bola com os quadris ou com o antebraço, o que certamente tornava o esporte muito difícil.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Campo do Jogo de Pelotas

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Campo do Jogo de Pelotas

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Campo do Jogo de Pelotas

 

Fiquei cerca de uma hora e meia visitando as ruínas, fazendo algumas paradas para descansar, curtir o cenário e fugir do calor. Quando fui embora o local estava bem mais cheio, pois muitas excursões já tinham chegado ao local.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Caminhos de Chichén Itzá

 

Veja neste vídeo algumas cenas que eu fiz durante a minha visita, com áudio original para mostrar a tranquilidade do local.

 

Depois de visitar o sítio arqueológico aproveitei para conhecer o Cenote Ik-Kil, que fica a apenas 3 km das ruínas. O relato deste segundo passeio do dia pode ser lido no post “Cancun: A visita ao Cenote Ik-Kil“.

Zona Arqueológica de Chichén Itzá - México

Chichén Itzá

 

Para finalizar o post, segue um mapa com a localização de Chichén Itzá e do Cenote Ik-Kil, com o trajeto percorrido desde Cancun pela rodovia 108D.

 

 

 

Você já esteve em Chichén Itzá? Como foi a sua visita?
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