A melhor opção para viajar para a África do Sul a partir do Brasil é através da South African Airways, a principal e maior companhia aérea do país. Com uma frota de 56 aeronaves, voa para mais de 37 destinos em todos os continentes. No Brasil a ligação é feita somente com o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A América do Sul ainda conta com um voo três vezes por semana para Buenos Aires.

Turbina do A340-600 da South African Airways

 

A viagem de ida entre São Paulo e Joanesburgo tem oito horas e meia de duração. Os vôos partem diariamente do aeroporto de Guarulhos as 18:00h, ou 19:00h durante o nosso horário de verão, chegando no aeroporto O R Tambo Internacional por volta das 7:30h no horário local. A maioria deles é feita num Airbus A340-600, com capacidade para 42 passageiros na classe executiva e 275 na classe econômica. Há um segundo vôo de madrugada, que parte as segundas, terças, quintas e sábados de Guarulhos as 1:30h da manhã, ou 2:30h durante o horário de verão, e chega em Joanesburgo por volta de 15:20h. Este segundo vôo é feito em uma aeronave Airbus A340-200 ou Airbus A340-300.

Já o retorno entre Joanesburgo e São Paulo tem uma duração de nova horas e meia aproximadamente. Os vôos diários partem as 10:45h e chegam no Brasil as 16:00h, ou 17:00h durante o horário de verão. O segundo vôo diário acontece as segundas, quartas, sextas e domingos, partindo do aeroporto O R Tambo por volta das 18:20h e chegando em Guarulhos as 23:30 do mesmo dia, ou 0:30h do dia seguinte caso seja durante o horário de verão.

Check-in da companhia em Joanesburgo

 

A South African Airways também é umas das principais ligações entre o Brasil e a Austrália e o continente asiático. O aeroporto OR Tambo Internacional, em Johannesburg, é o principal hub da companhia. A partir dele é possível fazer conexões para destinos como Sydney, Cingapura, Hong Kong e Dubai, além de várias capitais do continente africano e dezenas de cidades sul-africanas, como Cidade do Cabo, Durban e Port Elizabeth.

Desde 2006 pertence à aliança Star Alliance, ao lado de grandes companhias como Lufthansa, SwissAir, United Airlines, Singapore Airlines, TAP e também a brasileira TAM. Por isso, quem voa na South African Airways pode acumular pontos no programa Multiplus Fidelidade da TAM. As duas companhias ainda não possuem nenhum voo com code-share, quando compartilham códigos diferentes para um mesmo voo.

A passagem foi comprada diretamente pelo site da companhia, totalmente em português e fácil de usar. Através da opção “várias cidades”, foi possível incluir o vôo interno entre Joanesburgo e Cidade do Cabo na mesma reserva do voo internacional. O pacote com todos os voos, de Florianópolis a Joanesburgo ida e volta, com conexão em Guarulhos, e também os dois voos internos, custou 899 dólares, mais aproximadamente 150 dólares de taxas.

O site da companhia possui uma área muito interessante chamada “Administrar Viagem”, que apresenta uma série de serviços que vão desde revisar e alterar a reserva, a solicitar serviços específicos, buscar informações sobre os destinos ou sobre o serviço de bordo e entretenimento no voo, reservar hotéis, alugar carros, adquirir seguro de viagem, entre várias outras opções.

Voando South African Airways

 

Minha viagem teve início em Floripa, através de um voo da TAM, com destino a Guarulhos. A mala já foi despachada daqui diretamente a Joanesburgo, mas em São Paulo foi necessário ir até o check-in da South African Airways para trocar os bilhetes, pois nosso cartão de embarque, que mais parece um recibo de supermercado, não é valido para o embarque internacional. Em Guarulhos, o balcão da companhia está no terminal 2, asa D.

Ao chegar ao balcão para solicitar a troca dos cartões de embarque, a primeira coisa a ser solicitada, além do passaporte e do bilhete, é o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela, emitido pela ANVISA. Ele é obrigatório para quem deseja viajar à África do Sul e caso não seja apresentado no check-in, o embarque não é autorizado. A vacina deve ter sido tomada pelo menos dez dias antes do embarque e só é válido o certificado internacional emitido pela ANVISA. A carteirinha de vacinação emitida pelos postos de saúde não é válida, mas é com base nela que o CIV é emitido.

Quando troquei os bilhetes tive a ótima notícia de que a companhia havia nos dado de cortesia um upgrade, sendo assim o voo de ida até Joanesburgo foi realizado em classe executiva. Quem voa nessa classe tem direito a utilizar a sala VIP Smiles, localizada num andar acima das salas de embarque, com acesso pelas escadas rolantes após o setor de imigração. Apesar de a companhai ser parceira da TAM, ela utiliza a sala do VIP do programa Smiles, pertencente à Gol, já seu embarque é realizado no terminal 2 enquanto o da TAM é no terminal 1.

Classe executiva

 

Classe econômica

 

A classe executiva da South African Airways é muito confortável e espaçosa. A poltrona reclina completamente, permitindo um ótimo sono durante o voo. Mas o tempo de sono é curto, tendo em vista que o voo possui apenas 8:30h e ainda é serviço um jantar na saída e um café da manhã na chegada. Sobra apenas umas 5h para dormir. Apesar de ter saído com 40 minutos de atraso por causa do tráfego aéreo do aeroporto, o voo chegou em Joanesburgo as 7:15h, apenas 15 minutos depois do previsto.

Uma espumante é servida como drink de boas-vindas. Logo após o início do voo, um cardápio é oferecido para a escolha do jantar. É possível escolher entre duas opções de entrada: neste voo eram peito de frango com crosta de mostarda ou sopa de tomate e pimentão vermelho, ambas acompanhadas de uma salada. Para o prato principal haviam quatro opções: filé mignon recheado, peito de frango recheado, filé de congrio ou agnolotti de queijo. Ao fim da refeição, uma torta de limão como sobremesa. Também foi oferecida uma carta de vinhos onde era possível optar entre vinhos brancos, tintos ou champagne. Já o café da manhã foi composto de frutas frescas, iogurte, cerais, pão e um omelete de queijo.

Entrada do jantar na classe executiva

 

Café da manhã na classe executiva

 

O voo de volta, entre Joanesburgo e São Paulo, foi realizado na classe econômica, cuja configuração de assentos é 2-4-2. Apesar de não ter todo o conforto e mordomia do voo da ida, foi um bom voo. A poltrona não reclina muito, mas o suficiente para conseguir descansar um pouco. E como o voo de volta é diurno, é mais difícil de dormir. Foram servidas duas refeições, uma no início e outra no final do voo. A primeira era uma carne de panela picada, com arroz e legumes, acompanhada de salada, pão e um bolinho de chocolate como sobremesa. A segunda refeição era um cubos de frango com açafrão e arroz, salada, frutas e uma barra de chocolate crocante. Com 9:30h de duração, pouso em Guarulhos as 15:45h, com 20 minutos de antecedência em relação ao previsto na reserva.

O kit de higiene oferecido pela companhia no voo de ida, na classe executiva, era composto por tapa olho, meia, escova e pasta de dente, escova de cabelo, tampão para o ouvido, creme hidratante para as mãos e protetor labial. Os itens estavam dentro de um estojo de material resistente e fechado com zíper. Para o conforto ainda foram oferecidos um grande travesseiro e um edredom. Já no voo da volta, realizado na classe econômica o kit era bem mais simples, composto de um tapa olho, uma meia, escova e pasta de dente. Além do kit foi entregue uma manta e um pequeno travesseiro.

O sistema de entretenimento a bordo é através de video-on-demand, com televisores individuais para cada poltrona, tanto na classe executiva quanto na classe econômica. O sistema, denominado “AirSpace”, possui uma programação extensa, com dezenas de filmes, muitos deles recém saídos das telas do cinemas, além de documentários e programas de televisão. Há ainda uma seção dedicada à musica, onde é possível ouvir álbuns completos de artistas dos mais variados estilos. A seção de Games possui alguns joguinhos para ajudar a passar o tempo. Há ainda uma opção de câmera, onde é possível ver o avião a partir de câmeras instaladas na área externa da aeronave, e uma opção para acompanhar o mapa e o percurso do voo.

Kit da classe executiva

 

Sistema de entretenimento a bordo

 

O voo doméstico, entre Joanesburgo e Cidade do Cabo, também foi realizado com a companhia. No check-in do aeroporto de Joanesburgo a mala é pesada na fila e a funcionária entrega ao passageiro um pequeno recibo indicando o peso da sua mala e o limite máximo da franquia para o vôo. Em caso de excesso, antes do check-in ele deve pagar uma taxa em outro balcão, que varia conforme o peso excedente. Neste aeroporto a questão de tamanhos e pesos das bagagens despachadas e de mão é levada muito a sério.

A ida para Cape Town também foi realizado com um Airbus A340-600, partiu às 11h e teve duas horas de duração. O serviço de bordo da classe econômica teve um pequeno sanduíche de frango e um bolinho de castanha, além de sucos, água, refris e café. Apesar de todas as poltronas possuírem o serviço de entretenimento individual, não foi oferecido o fone de ouvido nesse voo interno. Um passageiro que estava sentando na poltrona da frente fez uma reclamação à comissária pela ausência do fone de ouvido. Ela lhe explicou os motivos e ofereceu um formulário para que ele pudesse formalizar a reclamação à companhia. Não é sempre que a gente vê uma empresa fazendo algo desse tipo! O voo de volta, realizado num Airbus A319, teve o mesmo tipo de serviço de bordo, porém não havia qualquer opção de entretenimento.

A tripulação, durante todos os vôos e em ambas as classes, foi sempre muito atenciosa e gentil, com sorrisos no rosto e muitas vezes ate puxando assunto, perguntando de onde éramos e se estávamos de ferias. Quando falamos que éramos brasileiros, a reação foi sempre de muita satisfação, não só da tripulação como de todos os outros Sul-Africanos em geral, nos hotéis, lojas, restaurantes e atrações turísticas. Eles possuem uma grande simpatia pelo nosso país.

Chegando na Cidade do Cabo

 

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