No segundo dia em Cape Town subimos na famosa Table Mountain na parte da manhã e depois percorremos as praias da costa em direção ao centro da cidade, passando por Camps Bay, Clifton Beach, o bairro Sea Point e terminando no estádio de Green Point. Nesse post (parte 1) vou falar apenas sobre a montanha, que é o principal cartão postal da cidade. No post seguinte “Cidade do Cabo – As praias de Camps Bay e Clifton, Sea Point e o estádio em Green Point” eu falo sobre as praias e outras atrações visitadas na parte da tarde.

Da janela do hotel

 

A Table Mountain, ou Montanha da Mesa, é uma grande montanha localizada na região central da cidade, com uma peculiar característica de ter seu topo num formato achatado, formando planalto com cerca de 3 km de extensão e cercado por grandes penhascos. Facilmente visível de qualquer ponto da Cidade do Cabo, é uma das atrações turísticas mais visitadas do continente africano. A montanha recebe este nome pois com frequência um fenômeno climático que envolve correntes de ar gelado forma um tipo de nuvem branca muito fina, que fica estacionada sobre a montanha. Pelo seu formato, a nuvem é conhecida como “toalha”, por isso o nome “Montanha da Mesa’. Infelizmente durante os dias que estive lá esse fenômeno não aconteceu.

Conhecer o topo da montanha e curtir o visual incrível que se tem lá de cima é um passeio obrigatório para quem vai visitar a cidade. Mas é preciso ter um pouco de sorte, pois os bondinhos não operam sob condições climáticas adversas, como ventos fortes ou chuva, e principalmente com a presença de nuvens sobre a montanha. Durante os seis dias em que estivemos lá, a montanha esteve aberta para visitação durante apenas 2 dias e meio! Não foi à toa que ela foi colocada no roteiro para ser visitada logo na primeira manhã, pois se o tempo não permitisse neste dia, ainda teríamos outros quatro para tentar. No site oficial da Table Mountain é possível saber se os bondes estão operando ou não, com o status atualizado em tempo real para ajudar os visitantes. No nosso caso não foi preciso, pois da janela do hotel, logo que acordamos, era possível ver que o dia estava calmo e que não havia nenhuma nuvem ao redor da montanha.

O trajeto até a estação inferior da Table Mountain, localizada na Tafelberg Road, foi muito rápido, durou menos de 10 minutos a partir do nosso hotel. No local há estacionamento apenas para ônibus de turismo. Quem vai de carro é obrigado a deixar no acostamento da rua mesmo e há vários flanelinhas para cuidar dos veículos. Quanto mais cedo chegar, mais próximo à estação se estaciona. Por isso minha dica é tentar ir o mais cedo possível. Os bondinhos começam a operar as 8h. Chegamos lá por volta de 8h30, conseguimos estacionar próximo à estação e não pegamos fila para comprar os bilhetes.

A caminho da Table Mountain 

 

A estação inferior

 

Para fazer o transporte de passageiros para o alto da montanha há dois bondinhos, que realizam subidas e descidas simultâneas. Enquanto um está na estação de cima, o outro está na estação de baixo e ambos partem das estações ao mesmo tempo, num percurso que dura em torno de 5 minutos. A cabine do bondinho é redonda e o chão é giratório, permitindo que o visitante tenha vistas panorâmicas de 360 graus durante a subida, independente do lugar em que esteja. O formato redondo também ajuda na aerodinâmica para lidar com os fortes ventos que costumam soprar na Península do Cabo. Abaixo do bondinho há um grande tanque com capacidade para 4 mil litros de água que serve como lastro, ajudando a a manter a estabilidade da cabine durante os ventos. O tanque também é utilizado para levar água para a estação superior e abastecer os banheiros e o restaurante que se encontram no topo da montanha.

O primeiro bondinho foi inaugurado em 04 de outubro de 1929. Até então o acesso ao topo da montanha era feito apenas por trilhas. Os primeiros bondes tinham capacidade para apenas 25 pessoas e subiam numa velocidade de 4,4 m/s. Eles foram trocados em 1997 e atualmente encontram-se em exposição junto à estação inferior. Os novos bondinhos foram inaugurados em 1997, com capacidade para transportar 65 pessoas por vez, numa na média de 800 pessoas por hora e subindo a uma velocidade de 10 m/s. Os cabos possuem 1200 metros de comprimento e pesam 18 toneladas.  Desde que foi inaugurado em 1929, o bondinho da Table Mountain já transportou mais de 20 milhões de pessoas para o topo da montanha.

Uma outra forma de subir a Table Mountain é caminhando, através de várias trilhas ao redor da montanha. O mais aconselhável é seguir as trilhas que já existem e cuja início fica bem próximo à estação inferior do bondinho. Há uma placa indicando onde as trilhas começam e os funcionários também podem ajudar com informações. Quem sobe pelas trilhas não precisa pagar para conhecer o topo da montanha. É preciso bastante preparo físico, pois as trilhas podem durar de 2 a 3 horas de caminhada num nível de dificuldade elevado, já que o terreno é bem inclinado e acidentado.

Início de uma das trilhas

 

Aguardando o bondinho

 


Interior do bondinho

 


Subindo…

 

Para aproveitar melhor a visita é bom utilizar um calçado bem confortável, passar bastante protetor solar e se estiver frio levar um casaco para se proteger dos ventos. Logo que o visitante chega na estação superior há um grande aviso de atenção que diz: “Quando você ouvir a sirene, retorne imediatamente à estação, pois ventos fortes estão se aproximando e a estação irá fechar”. Por sorte no dia que fomos a sirena não tocou, o dia estava bonito e com pouco vento.

É possível caminhar pelo topo da montanha através de visitas guiadas gratuitas que ocorrem diariamente às 10h e às 12h, num ponto de encontro sinalizado e localizado próximo à saída da estação superior. Essas visitas são feitas com guias da empresa que administra a montanha e possuem uma duração aproximada de meia hora, fazendo um circuito demarcado e calçado com cimento no qual é possível observar todos os lados da montanha.

Mas, na minha opinião, a melhor forma de explorar o topo da Table Mountain é por conta própria e sem pressa, andando por fora do caminho demarcado e contornando toda a montanha. A área onde ocorre a visitação é menor do que parece olhando á de baixo, pois a montanha possui alguns abismos que a dividem em várias partes. O terreno é bem acidentado, com muitas pedras e muito mato. A vegetação que cobre a Table Mountain é do tipo Fynbos e conta com mais de 1460 espécies diferentes de plantas, incluindo a Protea King, a flor símbolo da África do Sul. Também há vários animais pela montanha, como cobras, lagartos, porco-espinho, entre outros. O animal mais comum é o dassie, um bicho marrom que parece um grande coelho, mas de orelhas pequenas, que geralmente está pegando sol em cima das pedras.


Um dassie pegando sol

 




Eu, descansando e curtindo o visual

 

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Ficamos quase duas horas passeando pela montanha. Para qualquer lado que se olhe, o visual vai ser sempre incrível e as fotos ficam muito boas. Lá do alto é possível ver o centro da cidade, a Robben Island, as praias de Camps Bay, Clifton Beach, o estádio de Green Point, e boa parte da Península do Cabo numa visão de 360 graus. É bom tomar bastante cuidado com as pedras e evitar chegar bem próximo do penhasco. No lado da cidade há alguns mirantes de madeira que permitem tirar boas fotos sem correr o risco de se machucar nas pedras.

Acompanhando o cenário da Table Mountain há outras montanhas conhecidas: a colina Signal Hill; Devil’s Peak (o Pico do Diabo) a leste; Lion’s Head (Cabeça de Leão) a oeste; e a cadeia montanhosa que se estende ao sul da Península do Cabo a partir da Table Mountain, conhecida como Twelve Apostles (Os Doze Apóstolos).

O centro de Cape Town

 

Signal Hill

 

Devil’s Peak

 

Lion’s Head 

 

Terminando o passeio

 

No topo da montanha, além da estação do bondinho, há uma loja de souvenirs, um café self-service e banheiros. É possível praticar rapel em uma das encostas, mas é preciso pagar. O horário de funcionamento da montanha varia muito conforme a época do ano. O primeiro bondinho geralmente sobe às 8h e o último pode descer às 18h no inverno ou até depois das 21h durante o verão. No site oficial é possível encontrar todos os horários. Uma vez por ano os bondes param de operar para manutenção, por mais ou menos 15 dias. Quando isto ocorre, a única forma que conhecer a Table Mountain é subindo através das trilhas. A parada costuma acontecer no auge do inverno sul-africano. Este ano, por exemplo, o bondinho ficou inoperante durante a segunda quinzena do mês de julho.

Table Mountain
Lower Cable Station, Tafelberg Road Cape Town, 8001
Horário: Varia muito conforme a época do ano. Consultar horários no site.
Preço adulto: Ida e volta = 195 rands (aprox. R$ 48,00). Somente um trecho = 100 rands (R$25,00).
Site oficial: www.tablemountain.net


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