A Ilha de Santa Catarina possuía um sistema defesa composto por três fortalezas que formavam um triângulo na entrada da Baía Norte, para proteger o território contra possíveis invasores. Duas delas estão localizadas em ilhas e só podem ser acessadas de barco: a Fortaleza de Sânto Antônio de Ratones, na ilha de Ratones, e a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, na ilha de Anhatomirim. A terceira encontra-se no norte da Ilha de Santa Catarina a 25km do centro de Florianópolis e pode ser acessada facilmente de carro, ônibus ou a pé.

Fortaleza de São José da Ponta Grossa


 

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A Fortaleza de São José da Ponta Grossa está localizada no caminho para a Praia do Forte, com acesso pelo costão esquerdo da Praia de Jurerê Internacional pela Rua José Cardoso de Oliveira, que se inicia logo depois do Clube P12.  A rua é estreita, sinuosa e inclinada, por isso é preciso ter bastante atenção e trafegar devagar. Há algumas placas de sinalização ao longo do caminho para auxiliar no deslocamento. Para quem está de carro há duas opções: deixar o carro num estacionamento pequeno bem próximo da entrada da fortaleza ou então seguir em frente até o final da rua, estacionando na Praia do Forte, e seguir a pé por uma pequena trilha no canto direito da praia, que leva diretamente à entrada da fortaleza. Quem vai de ônibus deve pegar a linha do Forte, saltar no ponto final e seguir alguns metros a pé. Mais informações e fotos da Praia do Forte podem ser encontradas no post “Conheça a Praia do Forte, em Florianópolis“.


Estacionamento próximo à fortaleza

 


Início da trilha de acesso à fortaleza pela Praia do Forte

 

Trilha

 


O ingresso para visitar o interior da fortaleza custa 8 reais a inteira e 4 reais para estudante. O horário de funcionamento na baixa temporada (de março a dezembro) é das 9h às 12h e das 13h às 17h, e durante a alta temporada (janeiro e fevereiro), das  9h às 12h e das 13h às 19h. Minha sugestão é combinar o passeio  com uma visita à Praia do Forte, conhecendo primeiro a fortaleza e depois relaxando o resto do dia na beira do mar.

A visita à fortaleza permite conhecer todos os ambientes, começando pelo pátio principal, onde estão localizados os canhões e guaritas, e que possui um belo visual panorâmico. O passeio também inclui a capela, a casa do comandante, o quartel da tropa e o paiol de pólvora. No interior do edifício há algumas salas de exposição. A primeira contém objetos antigos encontrados em escavações no interior e arredores da edificação, como louças e peças de decoração. A segunda narra a história do local através de murais e fotos. E a terceira exposição mostra a renda de bilro, um artesanato típica da cultura açoriana, com a presença rendeira tecendo as rendas ao vivo.


Portão de Entrada

 

Início da visita

 










 

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Segue um pequeno trecho do texto que conta a história do local, copiado diretamente dos murais de uma das exposições:

Estrategicamente situada no alto do Morro da Ponta Grossa e emoldurada pela beleza dos costões e pelas areias da Praia do Forte, São José configurava no século XVIII o terceiro vértice de um sistema triangular de defesa, formado ainda pelas Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones. 

Esse sistema devia proteger a Barra Norte da Ilha de Santa Catarina das investidas estrangeiras – principalmente da Espanha – e consolidar a ocupação portuguesa no sul do Brasil setecentista. 

Sua construção teve início em 1740, tendo sido concluída, aproximadamente, quatro anos após essa data. Para completar a defesa de seu flanco leste, foi construída em 1765 a Bateria de São Caetano, localizada junto à Praia de Jurerê, distante 200 metros da Fortaleza. 

Segundo historiadores, a Fortaleza de Sâo José não foi efetivamente utilizada no ponto de vista bélico, nem mesmo durante a invasão espanhola de 1777. Após esse período, o sistema de defesa entrou em descrédito e São José passou a ser progressivamente abandonada à sua morte. 

Em 1938, quando foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), a Fortaleza encontrava-se já completamente arruinada. No final do século passado, os jornais já denunciavam a apropriação indevida de pedras, tijolos e outros materiais da Fortaleza para a construção de moradias pela população local. 

Apenas nas duas últimas décadas São José veio a sofrer intervenções de restauro. Em 1977, por iniciativa do SPHAN, foram realizadas obras de consolidação emergencial de alguns trechos da muralha, na Casa do Comandante, na Portada e restauração parcial da Capela. Em 1987, ao ser cadastrada como sítio arqueológico protegido por lei federal, foram realizados os primeiros trabalhos de prospeção arqueológica por técnicos do SPHAN/Fundação Pró-Memória, e que tiveram sequência em 1990 com a equipe do Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. 

Finalmente, em 1991/92 no âmbito “Projeto Fortalezas”, São José teve a maioria de seus edifícios restaurados.








Capela

 


 

Fortaleza de São José da Ponta Grossa
Rua José Cardoso de Oliveira
Praia do Forte – Florianópolis/SC
Horários: março a dezembro – 9h às 12h e 13h às 17h; janeiro e fevereiro – 9h às 12h e 13h às 19h.
Ingresso: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia).

 

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